Uma arquitetura entre tempos e matérias
Implantado em uma área urbana em transformação, o WPP Campus estabelece um diálogo entre o artesanal e o industrial, o natural e o construído. Assinado pelo Estúdio Gustavo Utrabo, o projeto cria uma arquitetura aberta, permeável e conectada ao seu entorno, capaz de acolher a grande escala do complexo com leveza e sensibilidade.
O projeto intermedia o artesanal e o industrial, o natural e o construído, refletindo sobre o passado e o futuro de uma área urbana em transformação.
Ao voltar as fachadas do cotidiano para dentro do conjunto, o campus cria espaços de convivência protegidos. Para a rua, apresenta-se com uma suavidade que desafia a grande escala da implantação.
Estrutura, paisagem e permeabilidade
O novo campus do Grupo WPP ocupa 39 mil m² dentro de um complexo de 57 mil m², no coração de São Paulo. Sua arquitetura parte de uma estrutura modular de concreto, combinada a texturas artesanais, superfícies transparentes, elementos metálicos e áreas de paisagismo compostas por espécies nativas. Essa combinação aproxima diferentes temporalidades e formas de produção. Enquanto a estrutura industrial organiza o conjunto, as irregularidades dos materiais e acabamentos conferem identidade, profundidade e uma dimensão humana aos espaços. As fachadas se voltam para os ambientes internos do campus, criando áreas de convivência protegidas e integradas à paisagem. Em direção à rua, o edifício se apresenta de maneira mais suave, reduzindo visualmente o impacto de sua escala e estabelecendo uma relação sensível com o contexto urbano.
Entre as soluções aplicadas, o Brisecell Hunter Douglas atua como um véu metálico de sombreamento e controle térmico. Formado por duas grelhas unidas por conectores de policarbonato, o sistema cria uma estrutura vazada com composição semelhante a uma colmeia e fechamento em ambos os lados. Além de contribuir para a proteção solar dos ambientes, o Brisecell acrescenta leveza e ritmo às superfícies arquitetônicas. Sua transparência permite a passagem controlada de luz e favorece uma integração fluida entre os espaços internos, as áreas de circulação e o paisagismo externo. O resultado é uma arquitetura em constante transição: entre interior e exterior, cidade e natureza, precisão industrial e expressão artesanal. Um projeto no qual estrutura, materialidade e desempenho ambiental se articulam para criar uma nova forma de ocupar e transformar a paisagem urbana.























